domingo, 11 de janeiro de 2009

Futebol: SPFC, uma paixão da vida!

Vinicius escreveu sobre a paixão: "que não seja eterna posto que é chama mas que seja infinita enquanto dure". Acredito que não gostasse de futebol senão teria mas cuidado na generalização da paixão como algo passageiro. Assim somos nós, torcedores de futebol, infinitamente e eternamente apaixonados pelos nossos times.

Como essa paixão nasce é algo por vezes misterioso. O trivial é o pai torcer para o time A e o filho acompanhar seu pai. Porém nós, seres humanos não somos óbvios então...

Meu sogro é corinthiano. Sua paixão nasceu por meio do distintivo com a âncora que na infância lhe chamou a atenção. Conheço outro corinthiano que adotou o time porque dos 2 tios que conviviam com ele na infância, um palmeirense e outro corinthiano, este último era mais divertido. Um primo com mais ou menos a minha idade é santista (com pai corinthiano) porque o Pelé ainda era o Pelé e seu brilho iluminava muitas inocentes criancinhas.

Minha história também não é óbvia. Meu pai nunca gostou de futebol e, portanto, eu era, teoricamente, um "orfão" da paixão pelo futebol. Um primo-tio palmeirense, Marco, fez o que pode para tornar a minha paixão verde mas mal sabia ele que já era tarde pois já estava consolidada e vinha do berço, iniciada pelo carinho e atenção da saudosa Vina (Elvina). Ela era empregada (auxiliar para assuntos culinários e de limpeza) em casa antes do meu nascimento e morreu 25 anos depois, como auxiliar na casa de minha irmã. Tipo Tia Nastácia, além de ser apaixonada pela culinária também era apaixonada pelo glorioso tricolor paulista. Essa junção fez nascer minha paixão pelo São Paulo, graças a Deus e à Vina.

Minha estréia nos estádios foi pelas mãos de meu primo-tio Marco, no Pacaembú, um Choque-Rei, São Paulo e Palmeiras. Não tenho a noção exata da data mas 3 coisas ficaram guardadas: as torcidas juntas (hoje em dia isso parece coisa de doido); o gol que o São Paulo perdeu com dois atacantes livres desde a intermediária palmeirense que não souberam enganar o goleiro (hoje em dia isso também parece coisa de doido) e a derrota do São Paulo (nem vou comentar), que até pouco tempo acreditava ter sido por 1X0. Consultando o histórico dos jogos, não encontrei nenhum Palmeiras X SPFC no Pacaembú com esse placar na década de 60. Mas encontrei um Palmeiras 3X0 SPFC em 1966. Acho que a tristeza foi tanta que apaguei dois gols. Não importa. De lá para cá, foram muitas e intensas as alegrias, culminando com este hexacampeonato brasileiro em 2008.

Salve o Tricolor Paulista!

BTW: meu filho é saopaulino e minha esposa corinthiana.

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